quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Belém mobilizada contra o câncer de pele

A exposição ao sol de forma inadequada pode trazer inúmeros prejuízos à aparência das pessoas, além de ser responsável pelo câncer de maior incidência no Brasil: o da pele. Preocupada com os números alarmantes da doença no país, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) criou, há 11 anos, o Programa Nacional de Controle do Câncer da Pele (PNCCP). Desde então, é realizada a Campanha Contra o Câncer da Pele, que leva aos brasileiros informação, diagnóstico e tratamento de qualidade.
Neste próximo sábado, em cerca de 160 postos espalhados pelo Brasil, a população poderá fazer exames clínicos gratuitos e receber orientações sobre os cuidados com a exposição ao sol e prevenção ao câncer de pele. 
Caso haja diagnóstico de lesões, os pacientes serão encaminhados para tratamento especializado. A programação ainda seguirá com atividades educativas, como aulas expositivas que trazem esclarecimentos sobre fotoproteção e dicas de como suspeitar deste tipo específico de câncer. Segundo especialistas, a doença é causada, principalmente, pelos raios ultravioletas que penetram na pele e provocam o crescimento descontrolado das células.

INCIDÊNCIA


Dados da SBD revelam que, em 2009, a incidência de câncer de pele em Belém ultrapassou a margem dos 10%. Mais de 60% foram detectados em pessoas do sexo feminino. O curioso é que 87% deste total não têm qualquer histórico pregresso de câncer e 92% não têm casos anteriores registrados na família. 
“A maior frequência do câncer de pele é na região sul. Mas o que chama a atenção em Belém é que, por dois anos consecutivos, 67,5% das pessoas entrevistadas em nossas pesquisas afirmaram que não usam protetor solar. Em outras capitais, essa percentagem é mais baixa. A gente tem que levar em consideração que a grande maioria das pessoas é de baixa renda e o protetor solar tem custo alto. Por isso é importante até mesmo a mobilização em empresas. Os Correios, por exemplo, já estão oferecendo protetor solar aos seus profissionais. Isso é uma evolução”, ressaltou a presidente da SBD Pará, Elizabeth Constante.

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